Uma oferta hostil acontece quando uma empresa tenta comprar outra sem o apoio da diretoria da empresa-alvo — é negociação na marra, feita direto com os acionistas, criando um clima de confronto típico de briga corporativa. Funciona assim:
🎯 Bom.
Foi o que fez a Paramount ao tentar virar o jogo, prometendo US$ 108,4 bilhões — bem acima dos US$ 82,7 bilhões da Netflix. David Ellison jura que seu pacote é “mais cash na veia”, oferecendo US$ 30 por ação, contra US$ 27,75 da rival. O conselho da Warner deve analisar a contraproposta em até 10 dias. Lembrando que nessa novela, há ainda um grande player essencial: Donald Trump.
💵 Lembrando.
Em novembro, Ted Sarandos, CEO da Netflix, foi à Casa Branca para um encontro reservado com Trump e saiu convencido de que a Netflix não enfrentaria resistência política na disputa pela Warner Bros. Enquanto Paramount confiava demais em sua “vantagem” no governo, Sarandos defendia que sua empresa — sem redes de TV e ainda menor que YouTube — não era um monopólio. Quando o leilão começou em 20 de novembro, a Netflix apresentou a maior oferta: primeiro US$ 27 por ação, depois um pacote total de US$ 82,7 bilhões, incluindo dívida — uma das maiores operações da história da mídia.
Eis que veio a oferta hostil…