Todo fim de ano, Brasília tem seu próprio espírito natalino: luzes piscam, pendências se acumulam e o Congresso corre para empurrar votações importantes na quase virada do ano. É quando orçamento vira presente de última hora e projetos polêmicos ganham fitinha para estrear em janeiro.
Com 2026 batendo à porta.
Ressurgiu o esquecido projeto que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro – ressuscitada horas depois de Flávio Bolsonaro se reunir com o centrão sobre sua pré-candidatura. A “anistia-light” foi aprovada e virou, de repente, a moeda política do momento, e também deve ser votada rapidinho no Senado.
Enquanto a anistia avançava…
Outra blindagem também veio à tona: a Câmara decidiu não cassar nem Glauber, nem Carla Zambelli — apesar das condenações dela pelo STF e da prisão na Itália. Os deputados preferiram manter tudo como está, contrariando o própio Supremo e fechando o ano legislativo com mais um capítulo da tradicional faxina de dezembro.