Guerra no Irã se alastra pelo Oriente Médio

Vitor Evangelista

Publicado em 11/03/2026 / Leia em 2 min

 

Guerra no Irã se alastra pelo Oriente Médio; Israel ataca Líbano; Irã ataca Arábia Saudita; o mundo assiste atônito.

Moendo os grãos.

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entra hoje no quarto dia e já respinga pelo Oriente Médio inteiro. Israel ampliou os bombardeios contra o Hezbollah no Líbano, novas explosões foram ouvidas em Teerã e até o Kuwait entrou no radar após a queda de aviões americanos. O que começou como retaliação cirúrgica vai virando uma guerra regional de verdade.

🦅 Mas por que os EUA atacaram o Irã?

Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã têm camadas declaradas e outra estratégicas. Publicamente, Trump afirmou agir em defesa de manifestantes iranianos reprimidos pelo regime. Beleza. Já o primeiro-ministro Netanyahu, há tempos, vê o Irã, como ameaça existencial. Tanto os EUA, quanto Israel tentam uma mudança de regime e falam ainda em coibir o programa nuclear iraniano – ainda que eles não estejam próximos de conseguir armas nucelares.

💣 Agora.

É preciso separar retórica política de realidade estrutural.

Primeiro: o sistema iraniano não depende só de um homem. Ali Khamenei, líder supremo desde 1989, que foi morto logo no início da guerra, se foi, mas isso não significa que o regime cairá automaticamente. Pelo contrário, mudança “de fora para dentro” é extremamente difícil. Intervenções externas historicamente tendem a:

  • fortalecer o nacionalismo interno com o tempo

  • unir facções rivais contra o inimigo externo

  • legitimar repressão sob argumento de defesa nacional

Foi o que ocorreu no Iraque, na Líbia — e o Irã ainda é muito mais coeso institucionalmente. O nome que circula há anos é o de Mojava Khamenei, filho do tal líder supremo. Ele não ocupa oficialmente o cargo máximo, mas tem influência nos bastidores, especialmente junto à Guarda Revolucionária. Alguém não avisou isso a Trump?

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