Pois é, as decisões em Washington passaram a influenciar desde tarifas sobre exportações brasileiras até o ambiente da eleição de 2026. Em poucos meses, Trump saiu do discurso alinhado ao bolsonarismo para sentar à mesa com Lula, num movimento que pode redefinir comércio, investimentos em terras-raras e o próprio humor do mercado.
Já nos bastidores.
O jogo é mais sutil. Mesmo com a aproximação oficial, o Departamento de Estado mantêm simpatia por Flávio Bolsonaro. Mas fala-se menos em apoio explícito e mais em gestos estratégicos — tipo classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas perto da eleição, dando munição pro discurso de segurança pública brasileira, principal bandeira da direita.